Agenda - Rio de Janeiro (exposições)

Tunga- o rigor da distração

Tendo como eixo principal a produção em desenhos do artista Tunga, criadas entre 1975 e 2015, será inaugurada a exposição “Tunga- o rigor da distração”. Com curadoria de Luisa Duarte e Evandro Salles, o objetivo da mostra é descortinar a complexidade e grandeza de sua obra, revelando ao público aspectos menos conhecidos e que, entretanto, não são de menor importância. Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, conhecido como Tunga, foi um dos maiores artistas brasileiros. Tendo como base de sua criação o Rio de Janeiro, percorreu uma longa e extraordinária trajetória que se confunde com a própria história da arte brasileira e dos movimentos artísticos surgidos no Brasil nas últimas décadas. Buscando uma abordagem diversa da usual, essa exposição-homenagem ao grande artista vai reunir prioritariamente, pela primeira vez, um conjunto de obras focado em desenho, fotografia, cinema e texto, tomando a escultura e a instalação – aspectos mais conhecidos da obra de Tunga, secundariamente.
Surgida na década de 1970, sua obra aproxima-se da produção de artistas de diferentes vertentes da arte contemporânea brasileira, como Cildo Meireles (1948), Waltercio Caldas (1946) e José Resende (1945). A relação entre representação, linguagem e realidade, tema-chave para essa geração de artistas, está presente em muitos dos trabalhos de Tunga. Entretanto, corpo e desejo tornam-se componentes ativos da investigação de Tunga, na qual inclui elementos de outras áreas de conhecimento, como Literatura, Filosofia, Psicanálise, Teatro, Matemática, Física e Biologia.


O Artista

  Escultor, desenhista, artista performático. Filho do poeta e escritor Gerardo Melo Mourão (1917-2007), convive desde cedo com a literatura, experiência que marca sua formação. Muda-se para o Rio de Janeiro e, em 1974, conclui curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Santa Úrsula.
Na construção de sua obra, Tunga opera no cruzamento entre objeto, performance e texto. Suas esculturas constroem narrativas, das quais os textos são componentes. Além disso, os objetos utilizados em performances figuram como agentes detonadores de processos. Mesmo em espaços expositivos, os objetos assumem dimensão performática, como resíduos ou dejetos de determinada ação deixados no ambiente. O artista nomeia esses objetos de “instaurações”, uma imbricação entre as categorias artísticas de “ação” – pertencente ao universo da performance e do teatro – e “instalação” – objetos montados em espaço expositivo –, de modo a incluí-los como parte da experiência artística.
Entre os materiais mais utilizados no início da carreira estão: ferro, aço, latão, lâmpadas, correntes, ímãs, feltro, borracha. A partir da década de 1990, explora materiais mais orgânicos e fluidos, como a gelatina, que recobre os sinos em Cadentes Lácteos (1994), ou a pasta de maquiagem, com a qual sete meninas, que participam da ação Floresta Sopão (2002), recobrem objetos e os próprios corpos.


Inauguração

Data: 30 de junho de 2018
Hora: 16h
Local: Pavilhão de Exposições no Museu de Arte do Rio

Visita

Data: de terça à domingo, das 10h às 17h
Local: Museu de Arte do Rio, Praça Mauá, 5 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Entrada Franca às Terças
Classificação: Livre

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