Crítica semanal Gabriela Manfredini

Aspectos culturais pelo mundo

Dando continuidade ao texto da semana passada, hoje vou realçar os principais setores culturais de alguns países do mundo e sua influência no cotidiano e economia.

paises

ÍNDIA

O cinema na Índia tem uma tradição formidável e há muito tem sido nutrido por apoio de políticas governamentais. O cinema continua sendo uma atividade popular que todo indiano pode pagar: cinemas ao ar livre e fechados são encontrados em todo o país. Apesar de não haver restrições sobre importações, os filmes feitos localmente dominam o mercado. Entre 90% e 95% dos filmes lançados são indianos. Embora Bollywood tenha se tornado um sinônimo para o cinema indiano, há muito além disso na indústria cinematográfica, como os filmes de Kollywood, e de Tollywood – filmes dos estúdios Tollygunge em Kolkata. Cada centro produz de 200 a 300 filmes por ano, tornando a produção indiana a maior do mundo.

JAPÃO

87% das vendas de casas no Japão são novas construções. As casas têm pouco valor no país: após 15 anos, uma casa normalmente perde todo o valor e costuma ser demolida, em média, após 38 anos depois de ser construída. O entusiasmo pela renovação foi incentivado por desastres naturais como terremotos, tsunamis e incêndios e destruições dos tempos de guerra. O Japão é um paraíso para os arquitetos. O país tem quatro vezes mais arquitetos per capita do que os EUA e eles possuem uma reputação internacional admirável.

CORÉIA DO SUL

A indústria da música coreana tornou-se uma máquina formidável para o desenvolvimento de artistas em escala industrial. Artistas em potencial são identificados enquanto são muito jovens e ficam de 5 a 10 anos em treinamento intensivo de preparação para mercados pré-segmentados, garantindo que eles dominem linguagem e cultura. Música popular coreana (K-pop) baseia-se na música eletrônica, hip-hop, pop e rock. Desenvolvido por mais de 20 anos, foi adotado por adolescentes e adultos jovens em toda a Ásia, levando-os a imitar as modas e estilos de grupos e cantores coreanos.

MÉXICO

A cultura contribuiu com 3,2% do PIB do México em 2017. O maior consumo de cultura no México é em cinema, rádio, televisão e internet. A produção e o consumo de bens e serviços culturais excederam em 2017 o valor da produção agrícola como proporção do PIB nacional total.

Entretenimento é o quinto maior setor de exportação do México. Programas de TV dominam essas exportações, especialmente as telenovelas, para as quais a produtora Grupo Televisa adquiriu uma reputação internacional. Novelas como Rebelde e El equipo, produzidos por este grupo, tiveram sucesso inclusive na Europa. Ano passado, programas mexicanos foram vistos por mais de um bilhão de telespectadores.

EUA

Em 2013, a produção de artes e cultura contribuiu com 4,23% do PIB dos Estados Unidos. Os setores que mais representaram foram: transmissão (TV e rádio), cinema, publicações (excluindo internet), companhias de espetáculos de teatro e shows e serviços de publicidade. O setor de artes e cultura contribuiu com mais de US $ 763,6 bilhões para a economia americana em 2015 – mais do que os setores de agricultura, transporte ou armazenagem. As artes geraram 4,2% do PIB total dos EUA, com cerca de 4,9 milhões de americanos trabalhando no setor em 2015.

Os EUA são responsáveis por quase metade do total do comércio audiovisual mundial. Em 2011, o filmes e programas de TV exportados pelos EUA somaram US$ 14.3 bilhões. Dois dos principais mercados são Brasil e China. Em 2008, os três programas de Tv mais populares em 60 países eram: Dr. House, Desperate Housewives e Belas e Intrépidas. Em 2014, 4 de 10 usuários online se inscrevem para um serviço, como Netflix ou Amazon Vídeo. Netflix, que transmitiu 10 bilhões de horas de vídeo em 2013, agora representa cerca de 6% do total de TV visualização nos EUA.

FRANÇA

Em 2011, o valor agregado da cultura na França representou 3,2% da riqueza nacional. O “PIB cultural” francês é de 57,8 mil milhões de euros, um valor acrescentado equivalente ao da agricultura e das indústrias alimentares. A cultura gera sete vezes mais que a indústria automobilística e quatro vezes mais que a indústria química.

Cerca de 87% dos franceses declaram que a leitura é uma das suas atividades diárias, e 69% dos franceses com mais de 15 anos leu pelo menos um livro inteiro em 2014. A lealdade dos leitores pode ser explicada pela Lei Lang, que impõe um preço fixo para livros, mas acima de tudo pela grande variedade da oferta editorial, que continua a crescer ano após ano, em número de títulos.

REINO UNIDO

O mercado de arte anual em Londres tem estimado em US$ 13,2 bilhões (o segundo depois de Nova York). Arte contemporânea nunca foi tão popular e de alto nível como é hoje na Inglaterra. Um número crescente de pessoas está comprando arte pela primeira vez. Além disso, existem mais de 50 milhões visitas às galerias e museus do Reino Unido em um ano, incluindo mais de 7 milhões por turistas estrangeiros.

ORIENTE MÉDIO

80% das organizações da região permanecem otimistas sobre a indústria de exposições, que tem um futuro promissor, apesar da desaceleração econômica em 2008 e instabilidade da primavera árabe em 2011. Dubai é o maior centro regional, com o maior número de eventos por cidade. Irã hospeda o maior número de eventos em um país, com 219 eventos em seis cidades. O Louvre Abu Dhabi é, sem dúvida, o melhor exemplo. Nascido de um acordo entre os EAU e a França, o museu foi aberto em 2017. O Louvre Abu Dhabi é um dos os museus mais emblemáticos do Mundo árabe.

NIGÉRIA

Nos últimos 10 anos, houve um incrível crescimento na produção da música “Naija”, feita na Nigéria, reforçada por uma crescente cena de música ao vivo – especialmente com o Festival de Lagos de Música. A música nigeriana domina claramente a África. Em 2015, os artistas nigerianos mantiveram sua superioridade na MTV Africa Music Prêmios, notavelmente com o surgimento de Davido’s como o melhor artista masculino e Yemi Alade como Melhor Artista Feminina.

ÁFRICA DO SUL

O rádio na África do Sul tem crescido sucessivamente: as receitas aumentaram 50% entre 2009 e 2013. 87% dos sul-africanos ouvem rádio. Eles gastaram uma média de 3,5 horas por dia ouvindo rádio em 2014. Misturando entretenimento e informação, estações de rádio estimulam o diálogo, o debate, participação popular e envolvimento na tomada de decisões, mesmo nas áreas rurais mais pobres. Estações comunitárias são especialmente populares e a disseminação de smartphones tem encorajado ao invés de prejudicar: 28% dos sul-africanos ouvem rádio em seus telefones.

gabriela

 

GABRIELA MANFREDINI é uma artista emergente, designer e ilustradora residente em São Paulo. Interessa-se pelo universo artístico desde criança. Seu trabalho é principalmente envolvido por temas como conexão, encontros e empatia.

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