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#TBTDESVIO 005: Queermuseu

Lançado no primeiro semestre de 2018, a 4ª Edição da Revista Desvio contou com dois Cadernos Especiais: 8 de Março e Queermuseu. Na semana passada apresentamos o conteúdo do primeiro, desse modo, agora iremos relembrar o último. Todos os textos que o constituem a publicação foram escritos por alunos do Tópico Especial – Trans-versal gênero: História da Arte, ministrada pelo docente Cezar Bartholomeu (EBA/UFRJ). Em 2016, após orientar o trabalho de conclusão de curso de Mariah Rafaela da Silva, intitulado Antropofagia queer: imagem, (trans) gênero e poder, o professor percebeu como existia uma ausência de debate sobre o assunto na instituição. Desse modo, sentiu-se motivado a abrir uma disciplina eletiva onde se fosse possível discutir questões relacionadas a gênero e sexualidade, tal como os apagamentos sofridos por arte e artistas fora da narrativa hegemônica da História da Arte. Em 2017, quando a disciplina foi ofertada, Mariah Rafaela recebeu o convite para ministrar as aulas junto de Cezar. Na época, mestranda interdisciplinar em Ciências Humanas, pode compartilhar com todos os novos rumos de sua pesquisa. 

A partir de uma seleção de objetos e casos, foram levantadas as seguintes questões, norteadoras para desenvolver um pensamento crítico, por exemplo: Onde estão/Quem são as artistas-mulheres? Qual é o lugar do homoerotismo na História da Arte? E a representação da transsexualidade? Dentro de um panorama cronológico, foi permitido investigar como se deu a definição dos papéis de gênero, socialmente aceitos e os não-aceitos, em cada período. Em razão do recente caso de censura da exposição Queermuseu: cartografias da diferença na arte brasileira, no Santander Cultural, em Porto Alegre (RS), propôs como avaliação final escolher um dos trabalhos expostos e a partir desse tecer uma crítica. O professor incentivou os seus alunos a enviarem os textos para à Revista Desvio, contudo, em razão do número expressivo de contribuições, foi necessário fazer uma seleção.       

A título de curiosidade, o  primeiro texto, Nota da cartografia da sociedade de hoje: o caso polêmico da criança viada, escrito por Juliana Sabatino, consta na referência bibliográfica do artigo Queermuseu: a atuação judicial na efetivação de direitos fundamentais por meio da arte, de Alexandre Dantas e Maria Gabriela Fontoura, publicado em 2019 na Revista Eletrônica OAB/RJ. Aliás, Criança viada é o título do trabalho da artista Bia Leite, uma das censuradas na exposição. No texto seguinte, Thainá Nunes analisou a fotografia La Femme, de Silvia Giordani. Semelhante ao primeiro caso, a sua crítica aparece no trabalho de conclusão de curso de Guilherme Balhego Gonçalves, defendida em 2018. Aluno de Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, na Universidade Federal do Pampa,  deu como título para sua monografia Vai ter bicha dando close na arte, sim. Os dois próximos autores, Gean B. de Moraes e Ana Renata dos Anjos Meireles, dedicaram-se à escrever sobre Et Verbum, de Antonio Obá. Ana Renata possuía um interesse especial pela mostra, uma vez que foi seu objeto de pesquisa no mestrado em Artes Visuais. Por fim, Mayra Cortes escolheu abordar Oxumaré, trabalho de Nelson Boeira Faedrich. Nessa pintura que referência a um Orixá, a autora buscou tratar da dualidade do mundo espiritual com a vida terrena.  

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