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#TBTDESVIO 006: Incêndios

Quinta-feira é dia de relembrar! Seguimos então com uma retrospectiva dos cadernos especiais da Revista Desvio, que, em suma, correspondem a um esforço de promover debates sobre temáticas específicas. Contudo, embora tenhamos apresentado na semana passada uma publicação da 4ª edição (2018.1), Queermuseu, dessa vez, traremos à tona o Caderno Especial – Incêndios, da 2º edição (2017.1). A justificativa para o salto diz respeito ao fato da 3ª edição ter sido dedicada exclusivamente ao I PEGA – Encontro dos Estudantes de Graduações em Artes do Estado do Rio de Janeiro.

Na 2º edição, como evidenciou o texto editorial, um dos objetivos do periódico estava centrado em produzir uma memória crítica da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ). Como a estréia da Revista Desvio ocorreu poucos meses antes do incêndio no Prédio da Reitoria, em outubro de 2016, compreendemos a importância de trazer uma reflexão sobre o acontecimento e outras pautas atuais relacionadas à instituição. E assim fizemos. A publicação conta com uma entrevista feita por Daniele Machado, João Paulo Ovidio e Thiago Fernandes. A entrevistada foi Angela Ancora Luz, ex-aluna que também atuou como professora e diretora da Escola. Durante a conversa relatou da vida de estudante, a relação com os professores e o interesse pela docência. Descreveu também como se deu o processo conturbado de transferência da Cinelândia para a Ilha do Fundão, em 1975. Compartilhou informações preciosas dos bastidores, os projetos desenvolvidos e os empecilhos para realizá-los. A entrevista já foi citada em diversos artigos acadêmicos e trabalhos de conclusão de curso. 

O Caderno Especial também contou com mais três colaborações. Análise e acompanhamento conservativo do Núcleo Interdisciplinar de Estudo da Imagem e do Objeto (NIO), foi escrito por Gabriela Lúcio de Sousa e Patricia Riggo Cordeiro, orientandas por Maria Cristina Volpi. As autoras buscaram apresentar a situação do NIO pós-incêndio, uma vez que esse centro de referência Têxtil/Vestuário está localizado na sala 709, no sétimo andar do prédio da Reitoria. No artigo exploraram os prejuízos causados pelo sinistro, bem como as medidas necessárias para a conservação e manutenção das peças. Já Maiza C. França, colaboradora voluntária, partiu de duas “categorias históricas” de Reinhart Koselleck para escrever o texto “Espaço de experiência”,”horizonte de expectativa” e o estado da arte visual no ensino médio do RJ. Relatou sobre a sua vivência como professora de Artes Visuais, atuando na rede estadual, em colégios públicos em Nova Iguaçu e Queimados, ambos municípios da Baixada Fluminense. O intuito era trazer a perspectiva do que significa ser docente, especialmente de uma disciplina frequentemente atacada pela ala conservadora da sociedade. Por fim, Daniele Machado contribuiu com A EBA PEGOU FOGO! A EBA RESISTE” A EBA RE-EXISTE!. Em sua escrita propôs uma análise da perda de um prédio que nunca nos pertenceu, ao mesmo tempo, chamou atenção para o fato do acontecimento ter ocorrido no bicentenário da instituição. O texto aponta os espaços onde a Escola ocupou no passado, além das promessas de um lugar no futuro.         

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