Crítica quinzenal Mônica Coster

Arte não lírica

Em busca dela. Seria possível? Uma arte sem eu. Um diário íntimo feito pelas matérias orgânicas diversas.

A arte humana sem humano. Talvez não-humana. Dissolução do Romantismo em busca do pertencimento aos propósitos da vida. Poderia ainda ser chamada de arte?

Arte cuja definição está no porvir e não nas origens do termo.

A arte fluida dos fluidos. Não analisável; não criticável; não curatoriável.

Porque se auto-organiza multiplamente de forma imprevisível

Porque comunica sem esforço.

Porque surge sem controle


Mônica Coster é artista e pesquisadora. Em seu trabalho, investiga a relação entre o campo da arte e os sistemas vivos. Tem interesse pelos processos de digestão e decomposição: o corpo digestivo como um sistema aberto a outros seres e objetos ligados à comida. Pratica a digestão escultórica e a escultura alimentar; propõe a confusão entre o ateliê e o estômago. Possui graduação em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes, pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

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